VILA MADALENA: VOCÊ É MEU BEM QUERER!!!!

Se tem um bairro em Sampa, onde tudo é arte, até mesmo o fato de beber uma cerveja com os amigos, é na Vila Madalena.

O lugar é fascinante!!, alternativo, cheio de charme, sotaques, festas, comidinhas, pessoas estilosas, sendo cada um na sua tribo. Olhares apaixonados, pois ali a paquera rola solta.

Lugar de gringo!!! Na Copa do Mundo aqui no Brasil , o ano passado ( 2014 ), tinha mais gringos nas Ruas da Vila Madalena que no Estádio do Itaquerão !!

Conversando com um amigo espanhol, ele deixou escapar que o tempo que ficou aqui em Sampa, não saia da Vila Madalena, e do Bar Samba ( Rua Fidalga ). Rua Fidalga, que tem um sabor todo especial para quem vos escreve, não apenas pelas comidinhas do Bar do Genésio, mas porque foi nesta rua, que fiz meu projeto de faculdade em 2010.

Naquela época, fiz um projeto de um bar, que funcionaria na Copa do Mundo do Brasil 2014, e escolhi a Rua Fidalga para projetar o Bar Champions !! Um pena este projeto ter ficado apenas no papel. E quando escolhi o bairro de Vila Madalena, estava certa, já que foi neste mesmo lugar que houve a maior concentração de turistas na cidade de São Paulo durante a Copa.

Vila Madalena, bairro nobre que fica situada no distrito de Pinheiros, na região oeste, tem a Linha Verde do Metrô, junto a estação Vila Madalena, servida também por um terminal de ônibus.

Esta região sempre foi muito conhecida pelo reduto boêmio desde os anos 70, quando estudantes com pouca grana passaram a morar por lá, e ficavam próximos à Universidade de São Paulo e a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Hoje há uma grande concentração de bares e casas noturnas.

Sua ruas famosas, como a própria Rua Fidalga, que tenho um carinho particular, e também as ruas: Harmonia, Girassol, Aspicuelta, Purpurina etc…

O Bairro também concentra muitos ateliês e centros de exposições artísticas, fora as artes de rua ( StreetArts ) super conhecidas, e uma Rua super badalada por causa dessas artes é a Rua Gonçalo Afonso, mais conhecida como Beco do Batman. e porque este nome?

Alguém desenhou a figura do homem morcego Batman nas paredes da Rua Gonçalo Afonso em meados dos anos 80, que eram todas cinzas e deterioradas, então os alunos de arte plástica começaram a chamar de Beco do Batman; referente ao desenho. E a partir do ano de 1985 vários artistas começaram a desenhar e renovar os desenhos, repaginando a rua e dando uma nova “cara” ao bairro.

A rua é tão conceituada que até a rede inglesa de TV BBC, já fez uma matéria sobre este lugar alternativo . E com isso, a região ganhou mais um ponto turístico, atraindo pessoas, e automaticamente mais visibilidade ao bairro.

Por tudo isso, o bairro de Vila Madalena é um dos bairros “queridinhos ” dos paulistanos e das pessoas que visitam a cidade de São Paulo.

#VilaMadalena #Sampa #StreetArts #becodobatman

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Rua Gonçalo Afonso ” Beco do Batman “

Beco do Batman - Vila Madalena ( SP )

Beco do Batman – Vila Madalena ( SP )

StreetArts _ Beco do Batman

StreetArts

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Paranapiacaba: Um toque Inglês em terras brasileiras.

10698320_895719067123129_1273455086_o     Paranapiacaba fica localizada na região Sudeste do município de Santo André, no limite entre o Planalto Paulista e a Serra do Mar, a cerca de 50 km de São Paulo.

Paranapiacaba, que na linguagem indígena significa “lugar de onde se vê o mar” , reúne um dos mais expressivos patrimônios culturais do território brasileiro.  A Vila encanta por suas casas de  madeira, ruas planejadas, o famoso relógio da estação que ditava o ritmo das atividades, pelo agitado movimento do trens e, claro, por sua típica neblina moldurada pela Mata Atlântica.

A parte alta, também conhecida como morro, está ao lado do pátio ferroviário. A arquitetura portuguesa pode ser observada no conjunto das edificações coloridas e ruas estreitas. Já a influência inglesa é notada nos materiais de construção, como madeira utilizada nas casas da parte baixa da Vila. Esta parte da Vila , conhecida como Vila Velha, foi desenvolvida como canteiro de obras para a construção do sistema funicular.

No início era um acampamento com casas de pau a pique que abrigavam os trabalhadores locais.

Hoje o que se vê, é de como o ritmo do trabalho e como o reflexo do sucesso no meio do transporte ferroviário  foi construído em paralelo à duplicação da estrada de ferro, a partir de 1894.

Podemos destacar o relógio de 1898, fabricado em Londres, que foi uma referência direcional em dias de neblina.

Outro fator indispensável é o passeio de Maria-Fumaça, a linha turística percorre um trecho de 1 km dentro da área do Museu Ferroviário, composta por uma locomotiva a vapor inglesa de 1867, o ingresso do passeio custa R$ 5,00 .

O Museu Funicular expõe parte do maquinário e a história do sistema de ferrovias e suas locomotivas e parte de seus objetos, a entrada no museu é de R$ 3,00.

Outra atração é o Castelinho, edificação que destaca em meio a tantas belezas, uma construção de 1897 para ser residência do engenheiro-chefe da ferrovia, ele tinha uma visão privilegiado tendo uma visão panorâmica da cidade. Esta atração o valor do ingresso é de R$ 3,00.

Uma dica valiosa para quem vai visitar este lugar é usar tênis !! já que algumas ladeiras são bem generosas, ótimo lugar para fotografar, e claro, sempre levar um agasalho, já que a neblina toma conta de tudo!!

Entendo que este é um passeio relativamente barato, já que se somando os custos dos pontos turísticos soma -se R$ 11,00.

Na Vila você encontra também uma praça de alimentação. e banheiros públicos.

PS.: Lembrando que todos os anos, no mês de julho a cidade sedia o Festival de Inverno de Paranapiacaba que já está na 14° edição.

Como chegar:

Carro.: Se for pela via Anchieta, siga até o km 29 pela pista marginal sentido Riacho Grande, entre a Estrada Velha no Mar (SP -148, sentido Ribeirão Pires, acesse a Rodovia Índio Tibiriçá (SP – 31) até o km 45,5 na alça de acesso para a rodovia atonio Adib Chamas (SP- 122)

ônibus.: Terminal Rodoviário de Santo André (TERSA) – pegue a linha 040  (Viação Ribeirão Pires) e desça no ponto final em Paranapiacaba.

Trem: Acesse a Linha 10 (turquesa) e desça na estação Rio Grande da Serra, de onde parte o ônibus 424 (viação Ribeirão Pires) com destino a Paranapiacaba.

OBS.: informações tiradas do CIT – Centro de Informações Turísticas.

maiores informações: turismoparanapiacaba@santoandre.sp.gov.br                              10685721_896075720420797_809131095_o

 

 

 

 

Detalhes da Paulicéia

“Um chopes. E dois pastel” Pizza, a comida do paulista, principalmente domingo à noite.

Se tem uma verdade sobre a cidade de São Paulo, é que se come muito bem nesta cidade.

Seja você estar com uma grana razoável para bancar um bom restaurante ou simplesmente comer em lugares populares .

Bauru do Ponto Chic, Lanche de Mortadela do Mercadão, cantinas italianas no bairro da Mooca ou no Bixiga, Frangó na Freguesia do Ó, Famiglia Mancini na Bela Vista, a feijoada e o virado paulista no Bolinha, e as padarias!! Bella Paulista um exemplo divino no que se diz respeito.

Mas o paulistano não tem fome só de comida,  tem fome de cultura, Livraria Cultura, Livraria da Vila, Espetáculos no Municipal, Teatros Bibi Ferreira, Ruth Escobar,  Stand up comedy no Comedians. O Ibirapuera, a praia do paulistano, o relógio da Estação da Luz, o Masp, Pinacoteca,  a Avenida Paulista, as antenas da Paulista, o prédio da Gazeta, Cruzar a Ipiranga com a av. São João.

A feira da Benedito Calixto no sábado, o bairro da Liberdade, os grafites, Adoniram Barbosa, Rita Lee, Ira, Demônios da Garoa.

O Pacaembu, a rivalidade saudável entre Corinthians x Palmeiras, a Rua Javari e o Juventus.

Subir pra Campos do Jordão, descer pra Santos, ou ficar em Sampa, e ir pra qualquer bar na Vila Madalena, que ultimamente virou ponto pra ver gringos.

E claro, os aeroportos de Congonhas e Cumbica. Porque São Paulo é bom, mas viajar é melhor ainda.

E é sobre cada um destes detalhes que vamos começar  à falar nos próximos posts, pontos turísticos espalhados pelos 4 cantos da cidade.

 

 

 

 

Porque São Paulo?

Prédio _ Av. Paulista

Prédio _ Av. Paulista

>Minha paixão por esta cidade vem desde à época de criança, nasci e cresci em Santo André (ABC Paulista), e sempre quis conhecer o centro de São Paulo.

Sempre pedia para meu pai me levar pra conhecer Sampa aos finais de semana, mas sabe como é!!  – Ah filha, estou cansado, vai brincar lá fora, ou sempre arranjava alguma desculpa, até mesmo porque, fazer o quê em São Paulo, muito trânsito, sim…… na década de 90 o trânsito de São Paulo já era caótico, se por ventura a opção fosse ir de trem, era pior ainda se animar, e outra que as pessoas se acomodam em viver sem querer conhecer coisas novas.

Não estou falando mal do meu pai em relação ao se acomodar, mas na década de 90, o acesso à informações não eram como hoje, e isso não é novidade pra ninguém.

E meu pai sem ter muito conhecimento sobre onde ir e o que fazer, não levava muita fé no meu desejo de conhecer o Centro de São Paulo.

Pra falar a verdade, tenho a impressão que muitas pessoas que andam pelas ruas de São Paulo, não prestam atenção ao seu redor ( toda a atenção é voltada à quem está ao seu redor, se você será assaltado, se as pessoas serão mais espertas que você ao entrar correndo no metrô para se sentar no banco vago, etc).

E os pequenos detalhes desta cidade vão passando despercebidos. Uma pena!!

Mas voltando ao meu desejo em conhecer esta cidade, em especial à Avenida Paulista, o tempo foi passando, fui ficando mais velha, e nada de conhecer esta cidade.

Até que aos dezenove anos, fui diagnosticada com uma enfermidade grave, Esclerodermia, e fui obrigada à procurar por um médico na Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, exatamente uma travessa da Avenida Paulista, mesmo que de um jeito que nunca passou na minha cabeça, esta foi a forma em que cheguei na tão sonhada Paulista.

Fui feliz da vida, aliás estaria eu à poucos minutos de conhecer o lugar que tanto desejava estar, me deslumbrei como se estivesse em um parque de diversões.

Porém ao sair do médico e constatar que a enfermidade realmente era grave e se não tivesse um tratamento específico e com uma certa urgência, teria eu apenas 6 meses de vida.

Neste momento, o chão se abriu sobre mim, e quando voltei para casa, passei pela avenida com uma sensação estranha, mas vivendo cada segundo. Já que estava com o sentimento que não tinha muito tempo de vida.

Porém, ali só estava começando minha saga por esta cidade, da Av. Paulista, fui até a Rua do Hospital das Clínicas, pra chegar na Rebouças um pulo, entre a espera de uma consulta, Rua Oscar Freire, e o tempo foi passando, fui melhorando, me recuperando, e realizando outros sonhos como concluir meus estudos e explorando o bairro da Vila Madalena como base do meu TCC da faculdade,depois acabei indo pra outros cantos da cidade, como o centro velho,  Ibirapuera, 25 de Março etc…e vi que Sampa é “pequena” pra caramba, e cheia de peculiaridades pra se ver e conhecer. E tenho comigo, que vou conhecer muitos lugares desta cidade.

Hoje , estou bem obrigada!! Sabe como é : Vaso ruim não quebra fácil!! 😛

E depois de realizar esse sonho conhecendo Avenida Paulista  e muitos cantos de  São Paulo, meus desejos ficaram maiores e me levaram à lugares bem mais longe, mais isso fica pra outro post. 🙂